Flexibilização da CLT

Abusando da inteligência dos brasileiros, Temer definiu sua proposta de reforma trabalhista como "um belíssimo presente de Natal". Para os empregadores, certamente. Para os trabalhadores, um presente de grego". Na medida em que o negociado  prevalecerá sobre o legislado, as categorias mais fracas, aceitarão dos patrões a imposição de condições de trabalho massacrantes, com jornadas de trabalho que poderão chegar a 12 horas diárias. Um presente que permite aos patrões, em tempo de desemprego elevado, impor condições com ameaças de demissões. Será simples. A cada renovação do acordo coletivo de categorias mais organizadas, eles baterão na mesa. Ou aceitam ou muita gente irá para a rua. Já com as categorias desorganizadas e dispersas, será simples como tomar doce de criança. Bastará ao patrão dizer, na hora de contratar: é pegar ou largar! Quem está sem salário aceitará qualquer coisa.

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